Mais que frase

Quem conta é o Millor: Em 1940, Paris ocupada pelos nazistas, dois oficiais alemães, diante do horripilante painel Guernica, perguntaram a Picasso: "Foi o senhor quem fez isto?" Ao que o intrépido pintor respondeu prontamente: "Não, foram os senhores."

Como os nazistas… Cap. II

Nos domingos passados:

Apresentação. Como os nazistas ganharam a guerra
Capítulo I. Das ambiguidades e contradições de um estranho amor

Hoje:

Capítulo II - Dr. Strangelove: ficção ou realidade?

Mezzo a mezzo

Dr. Strangelove é mera personagem. O filme se baseia em ficção, em um romance e não em fatos reais. Mas, no romance e no filme, o Strangelove tem tudo a ver com um daqueles cérebros do Reich, disputados por ingleses, franceses, russos e (não poderiam ficar de fora) americanos, bem antes do finzinho da guerra e no pós-guerra.

Como a lista de Osenberg quase desceu pelo cano

Para evitar que a inteligência nazista fosse parar na Rússia comunista, os ianques logo montaram a operação Paper-Clip.

Dizem que o nome Paper-Clip estaria ligado à Lista de Osenberg, a famosa lista que Wener Osenberg, da Universidade de Hannover, preparara a pedido de Hitler que, preocupado em recuperar as forças alemãs após a derrocada na frente russa, queria reunir seus melhores cientistas para recompor e agilizar a máquina de guerra nazista.

Existe uma historiazinha de muito mau-gosto sobre a lista do Osenberg que explicaria por que o nome Paper-Clip teria sido atribuído à operação de coleta de cérebros nazistas. A tal lista teria sido encontrada num banheiro por um polonês que, ao dar a descarga, notou que o vaso estava entupido.

Tentando desentupir a privada, o polonês encontrou fragmentos da lista, que acabaram chegando às mãos dos americanos. Com os fragmentos da lista organizadamente fixados por clipes de papel, os ianques tinham por onde começar sua busca de cérebros.

Tem gente que acredita mesmo em tudo

A historinha da lista encontrada pelo polonês na privada é de mau-gosto e muitíssimo mal contada. Não há resposta às perguntas:

  • Como é que a lista foi parar no banheiro?
  • Que raios de banheiro era esse?
  • A qualidade da tinta e do papel alemães deveria ser excepcional para a época, à prova de água e outras substâncias nocivas encontradas não só, mas comumente em privadas de uso público.
  • O que o polonês havia comido?
  • Como a lista foi parar do banheiro do polonês até o QG americano?

E, na minha opinião, a pergunta definitiva:

  • Se eram americanos, por que não usaram fita durex em vez de clipe de papel?

Acredite quem quiser.

Nem do contra, nem inteligente

Se a origem do nome Paper-clip é essa mesma não afeta nosso raciocínio. É de importância secundária. A operação existiu mesmo e está aí o google para provar que desta vez não estou inventando nada.

É fácil encontrar na web inúmeras listas dos “importados” na operação do clipe de papel. Algumas listas até especificam área de conhecimento, especialização e crimes de guerra de cada figurão ou figurinha nazista.

Dão muito destaque à inteligência, mas falam pouco da contra-inteligência e é disso que vamos tratar no próximo capítulo: a questão da contra-inteligência nazista é o que será revelado no Capítulo III - A ameaça vermelha.

Nos próximos domingos:

Capítulo III. A ameaça vermelha!
Capítulo IV. Revelada a cena nunca vista mais comentada no cinema mundial

2 comentários para Como os nazistas… Cap. II

  • Hahaha.. essa parte da série é surreal, mas engraçada!!!

    Beijo e feliz dia dos pais, gorducho.

  • Fala Frei!,
    Muito legal esta série “Como os nazistas…”, que você está publicando.
    Gosto bastante de história, e, mais ainda, sou fascinado por histórias de guerra.
    Parabéns!
    grande abraço

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